Minha ideia de fazer um intercâmbio começou a sair do papel em 2015! Passei um ano juntando o dinheiro suficiente para tentar ser au pair nos EUA, pois era o intercâmbio com o melhor custo benefício na época.

Em 2016, eu já tinha todo meu plano esquematizado e pronto para ser colocado em prática.

O primeiro passo foi largar meu emprego e começar a procurar as agências especialistas no programa de Au pair, no entanto, apesar de ter passado no teste inglês, eles alegaram que minhas experiências com crianças eram muito antigas e que eu ia precisar atualizar isso, podendo até fazer um programa voluntário.

Minha primeira reação foi de decepção, mas mesmo assim eu não desisti do meu sonho.

Depois de analisar as possibilidades, percebi que acumular essas experiências com crianças iria demandar muito mais tempo do que eu gostaria – foi então que eu decidi abrir meu leque e buscar por alternativas.

Nova Zelândia – o país das oportunidades

O CANADÁ veio como minha segunda opção, nessa ocasião, minha busca tinha mudado de foco e eu passei a considerar os intercâmbios que me dessem a oportunidade de estudar, já que desde o começo meu objetivo principal com a vivência no exterior era melhorar meu inglês.

Entretanto, muitas agências me fizeram a ter dúvidas se meu visto de estudante seria aprovado, já que eu não tinha nenhum vínculo com o Brasil.

Além disso, o fato do Canadá ter tirado a permissão de trabalhar enquanto se estudava inglês foi outro fator que pesou na minha balança – até porque me sustentar apenas com o dinheiro do Brasil tornaria tudo mais complicado.

Foi no meio de tanta incertezas que eu descobri sobre a Nova Zelândia e as inúmeras oportunidades que o país estava oferecendo.

Foi então que eu dei meu cheque-mate – o país escolhido foi a Nova Zelândia! A partir do momento que eu decidi o país, todas as outras decisões foram tomadas em um mês.

Quando eu menos esperava, eu já tinhas minhas passagens (marcadas para setembro de 2016), minha escola (offer of place) e minha homestay definidas. Só faltava apenas um único documento – o VISTO.

Destino ou sorte?

Lembro como se fosse ontem, que estávamos em Julho e já tinha organizado com a Yhara (minha agente da Yep!Mundi) todos os documentos para a aplicação do meu visto.

Contudo, foi no meio de minhas pesquisas e da minha ânsia de querer saber mais e mais sobre a Nova Zelândia que eu descobri sobre o Working Holiday Visa (WHV) e, para minha SORTE ou DESTINO, o dia da aplicação estava se aproximando.

Na época eu tinha fechado um curso de inglês de quatro meses e fazia pouco tempo que a imigração da NZ tinha mudado as regras do WHV.

Com a nova regra, as pessoas que tivessem esse visto poderiam estudar um curso por até seis meses de duração. Foi então que eu decidi que eu ia arriscar e aplicar para o WHV primeiro.

Na pior das hipóteses, eu ainda teria um mês para aplicar para meu visto de estudante e ter uma resposta antes do dia do meu embarque.

O grande dia

Um dia antes da aplicação, eu assisti vários vídeos e achei o formulário dos anos anteriores. Foi a partir dele que eu treinei e salvei todas as respostas no arquivo no word.

Boa parte do formulário se resume a perguntas em que a resposta vai ser sim ou não.

Além disso, eu também já tinha feito um cadastro no site da imigração. Esse cadastro é solicitado antes de preencher o formulário da aplicação e eu aconselho que todos tenham antes mesmo do dia que abrir para as inscrições.

No dia 23 de Agosto de 2016, eu tinha ido para o apartamento da minha irmã, pois lá a internet era mais rápida do que em casa.

Às 16h eu já tinha logado no site da imigração e estava esperando as inscrições abrirem. No Brasil, naquele ano, as inscrições iriam abrir apenas as 19h.

Eu estava super ansiosa, mesmo tendo treinado todas as perguntas previamente, aquele friozinho na barriga era inevitável.

Ao dar 19h em ponto, as inscrições abriram e o site ficou super lento, lembro de ter carregado a primeira página e ali fiquei um bom tempo.

Eu já estava logada no site antes e isso fez com que eu ganhasse alguma vantagem em relação aqueles que deixaram para logar uma hora antes das inscrições abrirem, até porque naquele momento o site já estava super lento).

Foi então que eu olhei no relógio e vi que 20 minutos tinha se passado e eu estava ainda na segunda página – nesse momento a minha ansiedade tinha diminuído, já que eu não estava tão esperançosa que ia conseguir.

No ano anterior, de acordo com o depoimento do pessoal, as vagas do WHV tinha acabado em 15 minutos.

Contudo, eu continuei persistindo. Foi no momento de tranquilidade e paciência que eu fui passando de página para página e após UMA HORA eu consegui clicar em enviar e recebi a mensagem que o pagamento tinha sido realizado!

Por alguns segundos fiquei sem entender se eu tinha conseguido mesmo. SIM, veio a confirmação por email que eu tinha conseguido o primeiro passo! Agora eu tinha que correr atrás do Raio X.

Como requisito da imigração, todos os brasileiros precisam fazer um raio X para mostrar que não tem nenhum problema com tuberculose.

Visto em mãos

Após o corre-corre do Raio X, tudo passou a dar certo e após uma semana da entrega do meu exame, a imigração enviou o visto do WHV para meu email. Não consegui conter a minha felicidade. Agora os próximos passos eram organizar as malas e embarcar!

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