Do inglês para diploma – Como fazer um diploma sem ainda ter inglês?

Me lembro que quando ouvia as pessoas que haviam feito cursos no exterior comentarem sobre a experiência delas eu ficava sempre impressionada. Na minha cabeça, isso era tão longe da minha realidade que parecia impossível. Eu nem falava inglês, como poderia pensar que um dia eu também teria um diploma em business adquirido na Nova Zelândia?

Claro que isso não aconteceu do dia pra noite, foi necessário planejamento e muito esforço. O primeiro passo foi realmente focar e aprender o inglês. Me lembro bem quando cheguei na NZ em 2009 e decidi que não iria ler nem assistir nada que estivesse em português. Eu queria mesmo emergir e evoluir, ficava treinando os verbos, pegava filmes na escola, tentava assistir tv, mesmo sem entender nada. Ia a aulas em centros comunitários pra treinar conversação e a todas as opções extras gratuitas que apareciam. Hoje, entendo que minha decisão foi sábia e realmente fez diferença no processo.

Depois de 6 meses da minha chegada ao país fiz uma prova de proficiência e atingi a nota necessária para fazer um diploma. Quem diria! Esse foi um dos passos mais importantes que dei e analisando hoje percebo que essa decisão mudou o curso da minha vida. Aprovada no curso de diploma em Business que duraria um ano, eu poderia trabalhar e ainda permanecer no país por mais um ano, após a conclusão do curso.

Durante o curso, tive que estudar muito inglês para aprender as terminologias que não conhecia, para acompanhar as aulas e, além disso, era fundamental ter dedicação e se preparar para provas e para apresentações de trabalhos na frente da turma.

Tive que me superar várias vezes. Superar o cansaço de um dia de trabalho para encarar a aula, superar a vergonha de falar inglês e me expor na frente de um monte de gente que eu não conhecia, superar as barreiras culturais e diferenças de ensino pra não ficar pra trás, e superar a mim mesma, vencendo meu próprio psicológico para permanecer positiva e fazer com que a minha qualificação se tornasse realidade.

Nesse período, aprendi habilidades que me ajudaram a ter mais confiança para realmente encarar e tentar um trabalho na minha área no país. Me lembro que na época entendi que o sistema financeiro e as taxas eram totalmente diferentes do Brasil, aprendi um pouco sobre as leis locais e o jeito das pessoas fazerem contratos nas aulas de direito que eram bem práticas, totalmente diferente das que eu já havia tido anteriormente.

Aprendi que eu tinha na maioria das vezes que estudar sozinha e me preparar em casa, já que o professor, estava na sala mais para tirar dúvidas do que pra explicar o que já estava nos livros. Aprendi também que um curso no exterior é muito mais do que somente um curso, pois fiz amigos de vários países e inclusive conheci a Roberta, também brasileira, que alguns anos depois acabou se tornando minha sócia.

Sabemos o quanto uma qualificação no Brasil é importante e coloca as pessoas em posições melhores que as outras, mas uma qualificação no exterior é com certeza um diferencial único que nos coloca a frente, não só pelo diploma em si, mais pela flexibilidade e adaptação que aprendemos durante o intercâmbio, pela capacidade de absorção de culturas e conteúdos diversos, da convivência com pessoas totalmente diferente de nós em um ambiente que não nos é familiar.

Pensar em cursar um diploma no exterior sem sequer saber falar inglês pode sim parecer bastante desafiador e na realidade não é fácil mesmo, mas posso garantir que o resultado é transformador. Nada acontece sem dedicação e atitude portanto se o sonho existe em algum lugar dentro de você, para de apenas sonhar e comece a dar passos em direção ao seu objetivo. Pequenos passos na direção certa te levarão ao destino final que você busca.

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