Roberta – Psicóloga – Nova Zelândia

Desde criança eu sonhava em conhecer outros lugares e poder viver uma vida diferente. Uma das minhas lembranças de criança era assistir o desenho do Pica Pau e ficou muito marcado na minha memória um episódio onde ele voava para outro canto bem diferente com uma mala e quando a abria se tornava uma casa.

Eu fiquei fascinada com a praticidade e imagino que contemplando a ideia (pela primeira vez) de viajar e “ter uma casa” saindo da mala, como se fosse qualquer outro lugar.

Mal sabia eu que iria acabar morando na Nova Zelândia por quase 10 anos e depois me mudaria para Austrália.

Eu optei por estudar psicologia, mesmo depois de muitos conselhos de que esta profissão não daria dinheiro e não teria grandes oportunidades de carreira, eu adorava a área de RH e acabei iniciando com um estágio remunerado no Poupatempo e outros lugares, até me formar e estar trabalhando numa agência de recrutamento e seleção.

Quando contemplei a ideia de ir para Nova Zelândia pela segunda vez, fiz o que muitos brasileiros fazem e fui pesquisar a famosa lista de profissões com alta demanda no país. Você também pode espiar a posição da sua profissão através deste link aqui.

E lá estava a minha profissão: Psicóloga Clínica, conforme minha formação universitária. Meu inglês ainda não era avançado e entendi, dentro da minha capacidade, que teria uma chance de trabalhar como psicóloga por lá.

Mas, como comentei, meu background profissional de 5 anos era com RH, então meu primeiro movimento foi procurar vagas nesta indústria, com a falta de respostas decidi visitar as agências pessoalmente, e aí veio uma dos primeiros baldes de água fria, a estrutura da indústria de RH era completamente diferente, acredito que eles não têm a necessidade de um psicólogo para esta função e para atuar como Psicóloga Organizacional eu precisaria de uma formação específica e esta opção não estava na lista de demandas do país.

Portanto decidi deixar esta parte de lado e buscar uma oportunidade em hospitalidade, como a maioria dos estudantes internacionais e até nacionais.

Se você quer saber mais sobre vagas comuns para estudantes na Nova Zelândia dê uma olhada no site Student Job Search aqui.

Eu consegui um trabalho em um café e tive muita sorte, pois o café só funcionava em dias de semana, assim podia aproveitar os finais de semana, mas mesmo assim não foi nada fácil, entre as maiores dificuldades, as que mais pegaram para mim foram:

  • Dificuldade em executar tarefas teoricamente simples, pois sem o entendimento total da língua inglesa, se tornavam desafiadoras

  • O sentimento de ter investido tanto na minha formação e estar executando um trabalho para qual, necessariamente, não precisaria ter investido tempo e dinheiro para executar.

  • Não enxergar naquele momento que esta atuação poderia estar me deixando mais próxima de uma atuação dentro da minha área.

Quando chegava o final do dia e as tarefas de limpeza eram mais pesadas e solitárias, estes pensamentos me acompanhavam bastante e inúmeras vezes pensei em desistir, ir embora e continuar a minha vida do lugar que estava.

No entanto, não desisti! Mesmo com as frustrações, eu tentava balancear com pensamentos e dados positivos, como por exemplo:

  • Estou aprendendo uma atividade nova, numa cultura diferente e, consequentemente, treinando meu inglês.

  • Estou exercitando o meu músculo da resiliência de uma forma intensa e ficando cada dia mais forte para lidar com situações que me deixavam bem longe da minha área de conforto.

  • Esta vivência era apenas uma pecinha pequena do quebra cabeça que estava começando a montar chamado: vida na Nova Zelândia.

E por isso, continuei, persisti, chorei várias vezes, fiquei frustrada, chateada mas fui aprendendo e acho que fiz um bom trabalho, pois no final consegui indicar dois brasileiros para o mesmo café.

Depois de algum tempo, com o inglês fluente, tive a oportunidade de trabalhar mais próxima da minha área e até cheguei a ser coordenadora de RH numa empresa de engenharia (conto isso num próximo post).

Também aprendi que, para atuar como psicóloga clínica, teria um árduo caminho pela frente, investindo em voltar para universidade, nota do IELTS e solicitar o meu registro no conselho de psicologia da Nova Zelândia. Se você é psicóloga(o) pode acessar o conselho neste link.

Se você está curiosa(o) para saber sobre outras profissões cheque os depoimentos abaixo:

Austrália – Gold Coast

Priscila – Engenheira Civil

Olá, meu nome é Priscila e eu moro na Austrália há três anos! Já trabalhei com limpeza de casas, escritórios e hotéis, também trabalhei em restaurantes e agora trabalho em uma padaria industrial. Muita gente me pergunta se vale a pena largar tudo pra recomeçar do zero. No meu caso, sim, não me arrependo. Sou formada em Engenharia Civil no Brasil e antes de vir para Austrália trabalhava na prefeitura da minha cidade. Não estava satisfeita com o trabalho e nem com o salário. Meu curso é reconhecido pelo governo australiano, então eu posso trabalhar na minha área, mas não é fácil. O visto de estudante te limita a trabalhar somente 20 horas por semana, a insegurança em relação ao inglês e o fato de não ter experiência local atrapalham bastante. O jeito é não desistir! A parte boa é que o curso de Engenharia Civil te dá a possibilidade de conseguir o visto permanente, através do Skill Visa. Você tem que preencher alguns requisitos, fazer provas de inglês, etc. E com o visto permanente algumas portas se abrem, conheço pessoas que já trabalham na área. Eu estou no processo e espero conseguir logo logo. Mas como os demais também acredito que tudo valeu a pena e o resultado foi muito melhor do que eu poderia ter imaginado.

Nova Zelandia – Auckland

Jéssica Sumida – Jornalista

Olá, meu nome é Jéssica e moro em Auckland, Nova Zelândia há quase três anos. Eu sou formada em Comunicação Social: Jornalismo, no Brasil, onde eu tive a oportunidade de trabalhar numa das maiores editoras do país e criar conteúdo especialmente para revistas voltadas para saúde e dietas. Apesar de ter uma vida confortável – já que eu tinha emprego que me permitia trabalhar seis horas por dia e ganhar o suficiente para pagar todas minhas contas, além de levar apenas meia hora a pé para chegar no meu trabalho – eu sentia que algo estava faltando e que eu precisava de alguma mudança. Foi então que eu percebi que estava na hora de realizar meu sonho – o de fazer um intercâmbio e ampliar meus horizontes. Chegando na NZ, eu não só estudei inglês, mas também trabalhei em sorveteria, lanchonete, fui babá de criança, diarista e trabalhei em eventos. Muitos me perguntam se eu não me arrependo de ter largado uma vida relativamente confortável para me aventurar num país totalmente diferente, com uma outra língua e cultura – minha resposta? Definitivamente não, todo o aprendizado que eu tive aqui e o desenvolvimento pessoal me fizeram entender que você é o(a) único(a) capaz de mudar sua atual situação, o(a) único(a) dono(a) do seu destino e que, ainda que seja um risco, o resultado do ‘eu tentei’ é muito mais gratificante do que ‘eu deveria/poderia ter tentado’. Apesar da saudade da família ainda ser um divisor de águas, eu me considero super feliz por minhas escolhas e pelo rumo que minha vida tomou. No fim, não importa o emprego que temos, ou o quanto ganhamos, o que importa mesmo é o quanto nós consideramos felizes e satisfeitos com o que alcançamos.

Com os depoimentos acima, podemos perceber que, muitas vezes, para se co seguir o tão sonhado emprego na área não é uma tarefa super simples e não acontecerá da noite para o dia para a maioria das pessoas.

Além disso, é menos fácil ainda ter que desempenhar funções que PENSAMOS que não agregam diretamente no nosso aprendizado, como é o caso de trabalhar em executando tarefas e funções que não estaríamos fazendo no Brasil.

Mas, o que é unânime é a satisfação com a conquista que passar por todos e muitos outros obstáculos irão te trazer, podemos te garantir que fazer um intercâmbio na Nova Zelândia ou Austrália vale MUITO a pena!

E, mais do que isso, é possível SIM conseguir um emprego em sua área, você deve acreditar, se organizar e seguir executando o que precisa para que esse sonho se torne realidade. E por que nós? Ah, nós acreditamos firmemente que você conseguirá! E temos ferramentas para te auxiliar a chegar lá e estamos ao seu lado quando os momentos de desânimos aparecerem.

Olá
Podemos te ajudar!